O escritor brasileiro Márson Alquati - autor da Saga dos Anjos de Ethernyt - concedeu uma entrevista para o blog, falando de assuntos variados, tais como aspirações a respeito de sua obra, além de dicas para escritores iniciantes. Com certeza vale muito a pena conhecer mais a respeito deste autor que nos dá a honra de sermos presenteados com sua narrativa.E agora, a entrevista:
F.F.-Você saberia dizer em que momento de sua vida, teria começado seu interesse pela literatura?
M: Em primeiro lugar, gostaria de agradecer ao Francis por esta maravilhosa oportunidade. Voltando à entrevista: eu sempre gostei de ler. Desde que me lembro, sou um amante da leitura. Comecei pela série VAGA-LUME e fui evoluindo.
F.F.-Qual o primeiro livro do gênero que você leu? E o que mais lhe marcou em termos de gênero e narrativa?
M: Não sei precisar exatamente, mas acho que foram os do Julio Verne: Viagem ao Centro da Terra e Vinte mil Léguas Submarinas.
F.F.-Como surgiu a idéia para a Saga dos Anjos?
M: Apesar de ser um leitor compulsivo (leio um livro por semana em média), nunca me imaginei do outro lado, como autor de uma obra. Mas acontece que quando passei no concurso para Técnico do Tesouro do RS e fui lotado num posto fiscal distante 300 km de onde morava, passei a ter de enfrentar doze horas semanais dentro de um ônibus (seis para ir e seis para voltar). E foi aí que, para suprir a minha necessidade de passar o tempo durante as penosas viagens, comecei a rabiscar o esboço do que pretendia transformar em um pequeno conto na minha agenda. Acontece que as idéias continuaram fluindo e quando percebi já tinha material para um livro inteiro e a coisa evoluiu ao ponto de hoje eu já ter praticamente concluído a primeira trilogia e possuir material engavetado para mais de quinze livros. E foi assim nos assentos duros e desconfortáveis de um ônibus caindo aos pedaços que nasceu a ideia central da série ETHERNYT.
F.F.-De que forma você procedeu a pesquisa para seu livro?
M: As minhas pesquisas não se resumem apenas na mistica por trás dos anjos e demônios, mas em cada detalhe da história. Cada cenário descrito foi amplamente pesquisado e estudado antes de ser inserido na trama, assim como os monumentos históricos, as passagens referentes ao passado da humanidade, os veículos e armas utilizados. Embora a trama seja ficcional, esses detalhes são fiéis à realidade, o que imprime uma maior veracidade ao enredo do livro. Depois de definido o esqueleto da história, o material de pesquisa(que consumiu 80% do tempo gasto na elaboração do livro) passou a ser coletado de diversos meios, dentre os quais a internet, enciclopédias, livros que li e conversas com especialistas nas diversas áreas científicas e mitológicas que utilizo na trama.
F.F.-Acredita ter se inspirado em alguma obra, seja filme ou livro, para a composição de sua saga?
M: Digo sempre que a inspiração veio de tudo o que gosto de ver em filmes e de ler em livros. Ou seja, sou um aficcionado por cinema e literatura; e quando decidi me aventurar como escritor procurei compor uma história que contivesse, em sua essência, todos os elementos que sempre curti e que mais me fascinaram nos filmes e livros, e excluir o que não gostei (mas fugindo sempre dos clichês e do plágio que pessoalmente considero artifícios nocivos e desonestos, normalmente usados pelos incompetentes para fingir que são escritores).
F.F.-Fale mais de seus próximos projetos:
M: Tenho vários outros projetos literários em pauta, para quando encerrar a saga ETHERNYT. Entre os quais: uma trilogia sobre os deuses da antiguidade e sua influência ao longo da nossa História, um livro sobre um vírus apocalíptico, um romance épico-histórico ambientado em vários tempos e lugares diferentes da História, entre outros.
F.F.-Alguma chance de vermos uma possível adaptação de seu romance nas telas?
M: Admito que esse é o meu maior sonho. Os livros da série ETHERNYT foram escritos de forma cinematográfica, com muita ação, aventura e suspense, de modo que dariam um excelente filme. O primeiro livro da trilogia inclusive já está sendo traduzido para o inglês e quem sabe ao ser lançado no exterior, possa cair nas mãos de algum cineasta e este decida investir em sua adaptação para o cinema...
F.F.-Como você lida com o processo criativo de sua escrita?
M: Procuro sempre escrever aquilo que gostaria de ler ou de assistir em um bom filme. Me detenho bastante nas pesquisas, já que tudo o que é retratado na trama dos meus livros, cada pequeno detalhe, foi amplamente estudado antes de ser jogado no papel, e dessa forma acredito que consigo dar maior veracidade e coerência à história como um todo. Escrever é um hobby e me dá imenso prazer, de modo que sempre que posso, estou à frente do computador, concatenando as minha ideias e transferindo-as para o papel.
F.F.-Agora, para fechar com chave de ouro a entrevista: Alguma dica para os novos escritores que anseiam em se aventurar por este ramo tão imprevisível que é a literatura?
M: Nunca esmoreçam nem desistam de seus sonhos. Saibam que ser escritor no Brasil é um desafio, e jamais escrevam pensando no retorno financeiro. E, se mesmo assim, desejam se aventurar neste mundo maravilhoso, escrevam de coração e sobre o que os entusiasma e lhes dá prazer, pesquisem bastante e não se deixem levar pelo plágio ou pelos clichês tradicionais. Escrevam algo inovador e diferente, capaz de despertar a curiosidade dos leitores, mas que seja agradável e prazeroso de ser lido. E para encerrar, acreditem em vocês mesmos e na qualidade do que podem produzir.
Quero agradecer ao autor pela entrevista concedida, além dos votos de mais e mais sucesso - afinal, eu mesmo quero muito a continuidade dos livros.
Os livros do autor, você pode encontrar em:

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