O que para o outro era esperança, para mim era apenas mais um infortúnio. Porque eu não queria amor. Não queria dor. O que queria não tinha nome. Não importava quantas noites ficasse refletindo, atraves de palavras que jamais construiriam aquela frase que seria visível apenas para mim. Porque o maior mistério eramos nós, e nem todos (nós) percebíamos. O maior mistério estava em apenas alguns notarem. Poucos se importavam. A janela continuaria convidativa e zombeteira para cada novo olhar meu. Ela sabia do conflito entre desejo e necessidade. Sabia e entendia. Algumas pessoas vêem como fugir. Outras, como uma chance de serem livres. Mas ninguém jamais parece fazer algo a respeito. Apenas vêem. E continuam a ser infelizes. Continuam acreditando ser infelizes. Jamais se dão à chance de saberem. Apenas acham o que é felicidade. Elas continuarão em frente a tela luminosa de seu computador a sonharem aquilo que sempre desajaram ser seu.  
    Querendo ser felizes. Sempre querendo. E deixando que apenas o querer os conduza ao mesmo. Mas sempre continuando a ver aquilo que é óbvio.  
    Talvez, se as pessoas aprendessem a lidar com o vazio da existência, ninguém precisasse recorrer à quaisquer esperanças depois da morte.


4:26:00 PM



3 responses to " "

  1. Adriana B. disse...

    Amei cada linha desse texto!

    F. D. Oliver disse...

    Obrigado Adriana, muito fofo da sua parte!! rsrs :D

    Asfora disse...

    Eis a grande dificuldade da humanidade em toda a nossa história: Lidar com o vazio da existência.
    Se nos conformássemos com a ausência de resposta, a ausência de sentido e de explicações, todos os nossos problemas já estariam resolvidos.
    ;)

    Adorei o blog!


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